O clima foi de expectativa e emoção em Brasília, na manhã de ontem (29), quando o Republicanos deu um passo ousado no xadrez político de 2026. Diante de uma plateia repleta de lideranças nacionais, o presidente da legenda, Marcos Pereira, anunciou o nome do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, como pré-candidato ao governo do Estado. O gesto foi interpretado como uma demonstração clara de que o partido pretende disputar, com protagonismo, o comando do Paraná.
Segundo Blog do Esmael, o lançamento contou com aplausos efusivos e rostos conhecidos. Entre os presentes, os ex-prefeitos Rafael Greca e Beto Richa aplaudiram o anúncio, reforçando a força simbólica do momento. O apoio das duas figuras, ligadas a diferentes campos políticos, mostrou que Curi é um nome capaz de unir forças tradicionais e renovar pontes dentro da política paranaense.
Atualmente filiado ao PSD, Alexandre Curi foi apontado pelo Republicanos como um líder com perfil conciliador, carisma popular e experiência para conduzir o Estado. O evento também marcou a filiação do deputado federal Pedro Lupion, que assume a presidência do partido no Paraná, com Rodrigo Curi, irmão de Alexandre, ocupando a vice-presidência. Em tom de otimismo, Lupion afirmou que “o próximo governador do Paraná está nesta sala”.
Mais do que um simples anúncio, a reunião representou uma movimentação estratégica no cenário político estadual. O Republicanos, que integra o governo Ratinho Junior e mantém diálogo com Brasília, busca se consolidar como ponte entre os setores econômico, institucional e político. A legenda quer ampliar sua influência no Sul e chegar às eleições de 2026 com base sólida e discurso de renovação responsável.

Ensaio de poder
Nos bastidores, a iniciativa foi vista como um ‘ensaio de poder’: o fortalecimento de um bloco que reúne o agronegócio, a infraestrutura e a construção civil – segmentos fundamentais da economia paranaense. Ao mesmo tempo, Curi surge como figura nacional, capaz de transitar com desenvoltura entre diferentes polos políticos, em um momento de reconfiguração do cenário brasileiro.
Do outro lado
O lançamento, contudo, acendeu alertas. O PT, apoiado por Lula, Gleisi Hoffmann e pelo diretor-geral de Itaipu, Enio Verri, articula uma frente estadual para disputar a sucessão de Ratinho Junior. O embate, que promete ser intenso, já começa a tomar forma nos bastidores.
O movimento do Republicanos é para os aliados, um teste de força e lealdade, preparando o terreno para alianças amplas antes da janela partidária. Para adversários, trata-se de um recado claro: o partido quer o protagonismo e não aceitará papel secundário.
O Paraná volta a ocupar o centro do tabuleiro político nacional — e, com o nome de Alexandre Curi, uma nova peça poderosa entra em jogo.