O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou seis pessoas envolvidas em um roubo de diamantes avaliados em aproximadamente R$ 15 milhões, ocorrido em novembro de 2024, no município de Londrina, região Norte Central do Estado. A denúncia foi apresentada no dia 4 de fevereiro de 2026 pela 16ª Promotoria de Justiça da comarca e inclui dois policiais militares que já se encontram presos preventivamente.
Inicialmente tratado como um roubo de malote, o caso ganhou novos contornos ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil. As apurações revelaram que os bens subtraídos não se tratavam de dinheiro ou documentos, mas sim de diamantes de alto valor comercial. A descoberta foi possível após a perícia em um telefone celular perdido na cena do crime por um dos investigados.
A análise do aparelho forneceu elementos decisivos para a elucidação do caso, permitindo à Polícia Civil identificar a atuação de uma organização criminosa armada e estruturada, especializada em crimes patrimoniais, especialmente roubos de cargas de elevado valor. As investigações também apontaram que os diamantes haviam sido levados a Londrina por pessoas ligadas ao Conselho Federal Parlamentar, entidade vinculada ao Terceiro Setor.
Com o avanço das diligências e a reunião de provas, foi constatado o envolvimento direto de policiais militares no esquema criminoso. Diante dos indícios, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos suspeitos, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário, resultando na detenção dos envolvidos.
Além das prisões, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. Em um dos imóveis, pertencente a um integrante do Conselho Federal Parlamentar, foram apreendidos diversos objetos de interesse da investigação, incluindo cheques que, somados, ultrapassam o valor de R$ 11 milhões, reforçando a suspeita de movimentações financeiras ligadas ao crime.
Ao formalizar a denúncia, a Promotoria de Justiça requereu ainda a suspensão cautelar do exercício das funções públicas dos dois policiais militares denunciados. A medida foi deferida pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina, visando resguardar a instrução processual e a ordem pública.
O caso segue em tramitação na Justiça e os denunciados responderão pelos crimes conforme o andamento do processo. O Ministério Público destacou a importância das investigações para o enfrentamento ao crime organizado e para a preservação da confiança nas instituições públicas.