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Gaeco e forças policiais deflagram operação e cumprem 28 mandados de busca e apreensão contra integrantes de organização ligada ao tráfico de drogas no Litoral

Por: MPPR
11/12/2025 10:04
Atualizado há 5 meses

O Núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná deflagrou na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro, a Operação Epílogo, que investiga uma suposta organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no Litoral do Estado. No âmbito da operação, 28 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Município de Paranaguá. A 1ª Vara Criminal de Paranaguá, que expediu as medidas, também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos de todos os celulares e demais equipamentos eletrônicos apreendidos com os investigados.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, sete pessoas foram presas: seis por tráfico de drogas e uma por porte ilegal de munições. Também foram apreendidos celulares, drogas (1.353 gramas de maconha, 1.090 gramas de cocaína e 360 gramas de crack), munições, balança de precisão, dinheiro e anotações. Os materiais serão periciados e servirão de subsídio para a continuidade das investigações.

Organização estruturada – As investigações tiveram início com a prisão em flagrante de um homem, em maio de 2024, ocasião em que foram apreendidos aproximadamente 8 quilos de maconha, 500 gramas de crack, 100 gramas de cocaína e pequena quantidade de haxixe, além de uma arma de fogo. Durante a prisão, o investigado tentou destruir os aparelhos celulares que trazia consigo, o que indicou a preocupação em proteger outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.

A análise dos dispositivos apreendidos revelou o funcionamento de uma organização criminosa ordenada e estruturada, cujo objetivo era a comercialização e distribuição de drogas em Paranaguá e em municípios vizinhos. Apurou-se também que a atuação da organização era coordenada por uma mulher.

Na continuidade das investigações, a partir da quebra de sigilo dos celulares apreendidos com a mulher investigada, verificou-se a existência de uma rede de colaboradores, fornecedores, distribuidores e revendedores que atuavam em diversas localidades do litoral. Com a operação desta quarta-feira, buscou-se reunir mais elementos de prova contra todos os investigados, de modo a subsidiar eventuais denúncias criminais.

Processo: 0010346-19.2025.8.16.0129

Fonte:
MPPR
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