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MPPR, em conjunto com outros órgãos, deflagra operações contra organização criminosa envolvida em fraudes eletrônicas, corrupção e tráfico de drogas

Por: MPPR
05/11/2025 10:53
Atualizado há 4 meses

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Científica e dos Ministérios Públicos dos Estados do Rio de Janeiro e do Ceará, deflagrou nesta terça e quarta-feira, 4 e 5 de novembro, as operações “A Rede”, “Muralha de Areia” e “Vértice”. As investigações apuram atuação de organização criminosa de âmbito nacional envolvida com crimes de furto mediante fraude e estelionato eletrônico, praticados a partir de uma falsa central telefônica que operava em Ponta Grossa, além de lavagem de capitais, corrupção ativa e passiva e tráfico de drogas.

Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão (domiciliar e pessoal), 38 ordens de sequestro de valores e ativos financeiros, bloqueio de 11 veículos e sequestro judicial de seis bens imóveis, todos autorizados pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa. As medidas cautelares foram cumpridas no Paraná (Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu), Ceará (Fortaleza e Itaitinga), Rio de Janeiro (Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mangaratiba e Rio de Janeiro) e São Paulo. As investigações foram iniciadas em fevereiro, a partir de uma denúncia anônima.

Golpes financeiros – A operação “A Rede” concentra-se na desarticulação de uma organização criminosa que operava uma falsa central telefônica que utilizava técnicas sofisticadas de engenharia social para praticar furtos mediante fraude e estelionato eletrônico. Os criminosos se passavam por funcionários de centrais de segurança bancária (“ligadoras”) para induzir as vítimas a fornecerem dados sensíveis e códigos de segurança (tokens) de suas contas, possibilitando que um hacker invadisse o sistema bancário. No curso das investigações, em apenas um dos golpes identificados houve o furto de R$ 564.874,55 da conta de uma empresa vítima de São Paulo. Em outro caso, contra um cliente que tinha R$ 5 milhões em conta, o crime somente não se consumou porque a vítima foi alertada pelo gerente do banco.

O produto desse crime era lavado a partir de uma complexa rede de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas de vários estados da Operação. Para cada crime praticado há o envolvimento de dezenas de pessoas, desde os operadores da falsa central telefônica, criminosos que coordenam e angariam laranjas, além dos hackers, que “invadem” a conta das vítimas e transferem os recursos para as contas laranjas. O grupo ainda utilizava uma empresa de fachada, registrada como comércio de artigos de pesca para dissimular a origem do dinheiro. A partir da constatação dessa rede de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, a investigação deu origem a duas outras investigações: a “Muralha de Areia” e a “Vértice”.

Muralha de Areia – Conversas telefônicas entre os membros da organização criminosa, monitoradas com autorização do Judiciário, revelaram um esquema de corrupção envolvendo a compra de benefícios indevidos no sistema prisional. Foram identificados indícios de corrupção ativa e passiva para a concessão de privilégios a presos da Unidade de Progressão em Ponta Grossa, como uso de celular no local de trabalho externo e para acobertar a saída ilegal temporária do detento do canteiro de trabalho.

Vértice – Foram ainda coletadas evidências do envolvimento de parte dos investigados com o tráfico de drogas e de um esquema complexo de lavagem de dinheiro do tráfico, com o pagamento de fornecedores por meio de diversas empresas de outros estados da Federação e da região de fronteira com o Paraguai, todas de fachada. Uma delas, por exemplo, somente no ano de 2025, movimentou mais de R$ 43,6 milhões, o que indica tráfico de drogas em grande escala.

 

Fonte:
MPPR
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