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Gaeco deflagra Operação Transparência e cumpre mandado de prisão contra ex-comandante da PM denunciado por usar o cargo para cobrar propina

Por: MPPR
23/09/2025 15:36
Atualizado há 6 meses

O Ministério Público do Paraná, por meio dos Núcleo Regionais de Umuarama e de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu, na manhã desta terça-feira, 23 de setembro, em Maringá, um mandado de prisão preventiva e medidas constritivas patrimoniais (bloqueio de contas, veículos e imóveis) no valor de R$ 344.333,00 contra um major da Polícia Militar. As medidas foram cumpridas no âmbito da Operação Transparência – um desdobramento da Operação Zero Um.

As investigações apontam que o agente público valeu-se da posição de comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar de Loanda para exigir e obter para si vantagens indevidas (propinas). O major chegou a ser preso no início das investigações, passou a cumprir prisão domiciliar, mas foi novamente preso preventivamente. Ele já foi denunciado pelo MPPR pelo crime de cobrança de propina.

Esquema – As apurações sobre os atos ilícitos tiveram início em setembro de 2024, após o Gaeco de Maringá receber notícia relacionada à possível prática de vários crimes militares envolvendo um oficial superior da Polícia Militar do Paraná e soldados da corporação. Com o avanço das apurações, foram obtidas evidências de que o comandante realizava, de forma sistêmica, a cobrança e o recebimento de propinas.

Na denúncia, oferecida no dia 10 de setembro e recebida pelo Juízo no último dia 15, o Gaeco aponta a ocorrência de dez fatos relacionados a cobranças de valores feitas a representantes de pessoas jurídicas que mantinham contratos de prestação de serviços com a Companhia. Algumas das exigências de vantagens ilícitas ocorreram por ocasião da realização do 3º Torneio de Pesca da Companhia, sendo uma das práticas empregadas a exigência de que a empresa que fornecia as camisetas do evento repassasse um percentual dos valores arrecadados com as vendas para a conta bancária do major. O pretexto seria a realização de benfeitorias nas instalações da corporação. Em outras ocasiões, também foi comprovada a exigência de propina em troca do fechamento de contratos de prestação de serviços para a corporação.

Processo: 0009545-63.2025.8.16.0013

Fonte:
MPPR
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